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ENTREVISTA À ESCRITORA AURIZA MONTEIRO

Olá Auriza, Moça Vintage pediu para fazer esta entrevista,porque além de ser uma leitora de teus livros que adora,sente que te deve isso,porque adorei a maneira como nos aproximamos ultimamente,criando laços para uma grande amizade,que saiu reforçada e que ainda dará muitos frutos.Assim Moça Vintage com todo o amadorismo,vai te fazer umas perguntas e obrigado por teu apoio❤

1-Descreve um pouco a Auriza Monteiro como escritora!
Como escritora, sou eu mesma, tento escrever o que sinto, o que analiso, tento ser o mais original possível.

2-Como surgiu o teu amor pela escrita?
Escrever, o amor pela escrita eu acredito que está no meu ADN, nasceu comigo, rsrsrrs, não sei explicar porquê, simplesmente sentia essa necessidade e hoje não consigo parar, mesmo que seja uma coisinha de nada eu tenho que estar sempre a escrever.

3-Qual foi o teu 1º livro?
O primeiro foi Amizade Sobrenatural.

4-Que temas escolhes para escrever?
Como disse antes, eu sempre rabisquei papéis com poemas e tal, quando era pequena, só que me perdi, depois que cresci senti a necessidade de escrever um livro, criar um mundo imaginário. Então logo que desenvolvi e conclui o primeiro livro, que é paranormal, eu percebi que gosto de escrever algo mais polémicos, mais reais.

5-Porquê?
Porque o mundo tem muitas coisas para explorarmos.

6-Teus livros são fortes e com temas muitos atuais que passam uma informação, queres explicar porquê?
Pegar em temas sociais polémicas e poucos divulgados e transmiti-los de uma forma menos científico e mediático, fará com que as pessoas tenham mais interesses e prestem mais atenção aos pequenos detalhes.
E num livro é possível sentir a emoção, a adrenalina, a dor e o sofrimento.

7-Prisioneiros Tráfico Humano, fala um pouco dele.
Esse livro surgiu numa das minhas mais variadas pesquisas na internet, e deparando com muitos casos de desaparecimento de pessoas, comecei a ir mais fundo.
Neste sentido, resolvi tentar escrever um livro com o assunto, no início foi uma só tentativa, mas depois me senti envolvida, a realidade por trás de cada capítulo, cada parágrafo é profunda é triste e muito marcante.

8-Estás a escrever Urbi, um livro que fala de Albinos, e porquê tua escolha de escrever sobre eles.
Dentro do livro tráfico humano, falo rapidamente de albinos, então resolvi aprofundar mais. Acredito que assim como eu, muitos leitores ao lerem esses dois livros ficaram surpresos com tanta crueldade humana.
Albinos são mais um grupo social, vítimas desse nosso sistema, que só se preocupa em promover uma determinada camada social e descriminar o outro. Por isso eu escolhi eles, os albinos.

9-Qual o teu livro preferido?
Gente, socorro… rsrs.
Difícil dizer, porque eu estou ligada com cada um dos meus livros. Se tiver que escolher entre eles escolheria tráfico humano.

10-Como reage a tua família e amigos quando lêem um livro escrito por ti?
Pode parecer estranho mas, meus amigos nunca leram um único livro meu. Minha irmã uma vez leu a amizade sobrenatural e ela gostou. E sinceramente eu adoraria que as pessoas que convivem comigo todos os dias tivessem essa mesma paixão. Por isso partilho essa paixão mais com as pessoas do outro do lado do continente do que aquelas que estão próximas.

11-No mundo da escrita tens conhecido muitos escritores, tem sido bom?
Muitos sim, e tem sido ótimo.

12 -Queres explicar qual a mais-valia?
Nós partilhamos experiência, eu por exemplo tenho alguns amigos escritores que sei que posso contar com eles sempre. E, o mais importante mesmo é que somos unidos pela mesma paixão, livros.

13-Dentro de todos os que lês os seus livros, qual o livro que te tocou mais?
Uau… um tiro certeiro.
Eu já li muitos livros fortes, cheios de emoções. O BAILARINO DE ARCÉH (Henggo) e a trilogia CICLOS ETERNOS de (Caroline Factum) me tocaram muito pela realidade dos fatos ligada a magia e fantasia.
Não posso deixar de mencionar ORUN AYIÉ (Francisco de Assis), um livro profundo.

14-Todo o escritor tem um desejo, publicar seu livro em físico, tu também?
Com certeza.

15-Qual a sensação que sentes, quando pensas ver um livro teu publicado?
Euforia, adrenalina, até já me deu ansiedade só de pensar.

16-E um dos teus sonhos?
Publicar meus livros.

17-És Cabo-verdiana, sei que tens muito orgulho em ser, fala um pouco da tua terra, das tuas raízes.
Tenho mesmo muito orgulho do meu país, do meu povo. Cabo Verde é um país pequeno de 10 ilhas, sua maior qualidade, porque em cada ilha o seu povo tem seus próprios costumes, somos diferentes e ao mesmo tempo ligados pelos mesmos antepassados. Eu nasci e cresci na ilha de Santiago, aqui os traços dos nossos antepassados é mais forte, apesar da nossa cultura e maneira de ser ter mais influência portuguesa, talvez mais pela necessidade de negar a nossa identidade Africana, nos deixamos ser influenciados pela europa. O cabo-verdiano é um pouco quente, sua vontade de lutar, de empoderar é cada vez mais sentida nas músicas, na nossa morabeza, no nosso intelecto. A nossa terra nos chama onde quer que estejamos. Eu sou muito patriota, sinto que faria qualquer coisa para não ter que sair daqui.

18-Existe racismo no mundo da escrita?
O racismo é um sistema viral que é difícil de se  livrar, ele te segue para todos os lados, todos os ramos. Por isso eu sempre faço questão de dizer aos meus leitores eu sou Africana, minhas raízes são da África por isso as pessoas que me influenciam, as minhas melhores referências são da África, então não adianta dizerem que meus livros só trazem personagens negros porque eu, sou negra.
Eu sinto que algumas pessoas não aceitam o fato de eu ser de África e estão sempre a fingirem errar que sou de Portugal, e tenho que estar sempre a corrigi-los, e agora já nem faço mais isso. As pessoas do outro lado do continente conhecem todos os países da Europa, Ásia sem nunca viajarem mas, nunca se preocuparam em conhecerem a África, e estranham quando descobrem que és africana que usas internet, que escreves que falas português, ou outras línguas, que tens acesso a tudo que eles têm, mas que vives na áfrica que acham que conhecem. E, isso para mim é burrice não racismo.

19-Qual o futuro que adorarias ter?
Meu futuro, eu só sei que quero ser feliz serve?
Só quero fazer as coisas que eu gosto, que me fazem bem, ver as pessoas mais tolerantes uns com os outros. Continuar a sentir o sol de Cabo Verde na minha pele, ver a minha gente feliz.

20-Que mensagem queres enviar por aqui a teus amigos escritores e a teus amigos leitores.
Gostaria de dizê-los que sou grata por tê-los na minha vida.
Àqueles que também escrevem desejo sucessos, que progridam na carreira deles, e que seus sonhos se realizam. O mar nos separa mas a internet nos uniu então digo que estamos juntos e podem contar comigo sempre. Adoro cada um de vós.

Moça Vintage procurou ser simples e fica grata pela sinceridade das respostas e deseja à escritora Caboverdiana Auriza Monteiro,todo o sucesso do mundo e que breve veja seus sonhos realizados.Um grande beijinho e muito obrigado Auriza ,de ❤

Comentários

Rhiza Montvi disse…
Moça Vintage eu que agradeço pela oportunidade para expressar o que sinto e o que penso.

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